sábado, 16 de fevereiro de 2013

Querida Ana,


Deu saudade das suas palavras doces que me faziam ter coragem de enfrentar a vida, deu saudade de todas as esperanças que você fez nascer, de todos os sorrisos dados ao pensar em ti. Você me dá saudade, a verdade é essa, não nós, só você. Eu era um erro clichê que caiu numa das páginas da sua história, mas que logo consegui dar um jeito de sair, mesmo não querendo. Você não merecia um estrago tão grande e seria uma puta sacanagem de pedir pra ser infeliz comigo, não é? Te fazer mal por motivos fúteis, pelos meus ciúmes incontroláveis e dramas exagerados. Mas eu te amei, apesar dos ciúmes, dos dramas e das discussões por minha causa, eu te amei e é por isso que tenho saudade. Você foi a melhor parte de mim.

Uma carta para Ana Stuart

Querido Bob,


Foi inevitável: Uma lágrima, depois outra e mais outra, consecutivas, doídas, sofridas. E sem perceber, deitei. Naquele quarto escuro, só eu e a solidão, quem mais haveria de estar ali? Ninguém. Então, eu estava errada - assim como diversas outras vezes. Por um momento senti um calafrio conhecido, um arrepio desejado e um sorriso torto se abriu no canto da minha boca já molhada das lágrimas. Virei-me de lado, balançando-me como se estivesse me "auto-ninando" para que adormecesse logo e colocasse um ponto naquilo. Foi nessa hora que senti uma proteção – talvez – já sentida antes. Senti teus braços me envolverem e tuas pernas se entrelaçarem nas minhas, com o coração junto e as almas se tornando uma. E fiquei ali, quieta, e adormeci nos teus – imaginados – braços que me cercavam e me cuidavam durante toda a noite, como um anjo. Eu juro pra você, Bob, que tentei de todas as formas não te querer, só que não dá. 

Uma carta para Bob Evans

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Querida Ana,


Desculpe-me se tenho causado tua dor, sinto a mesma coisa. Ainda tenho vontade de ti, Ana, das nossas noites em claro brincando como crianças inocentes ou nos amando como adultos maduros e responsáveis, cheios de audácia e desejo. Você me fez feliz por todos esses anos, Ana, e mesmo longe de você, ao lembrar de tudo que vivemos eu ainda consigo sorrir. Eu sinto falta de você, mas não era certo ficar ao seu lado. Nem sempre pessoas que se amam estão destinadas a ficarem juntas, meu amor, porque não basta amar para ser feliz. Ah, Anamorada, como eu ia amar ser infeliz ao seu lado, só por estar ali te aquecendo em meus braços e te fazendo mulher nas noites frias. Prometo voltar, mas não me cobre uma data, vou voltar quando estiver preparado para te olhar nos olhos novamente. Mas, por favor, não tenha expectativas, querida.

Uma carta para Ana Stuart

Querido Bob,


Sinto que tenha demorado de escrever, mas tua volta me afetou um bocado. Coube a mim me preencher de novo e arrancar de vez o vazio dilacerante das tuas palavras, não vejo mais outro motivo para gostar de ti e gosto assim mesmo, porque meu coração te escolheu? E porque o seu não me escolheu também? Confesso que esses últimos dias que não te escrevi eu procurei outras pessoas para me fazerem companhia, outros rostos, outras bocas que não fossem a sua. O problema era que ninguém me interessava, porque mesmo querendo fugir de você, eu te procurava em todos os outros e aquilo me agoniava. Eu te cacei, Bob, mas não com veracidade, mas com sutileza e paixão. A minha vontade era de te achar em um desses alguéns e me aninhar nos seus braços para que minha vontade de ti fosse cessada. Mas não deu, Bob, não há ninguém como você. 

Uma carta para Bob Evans