segunda-feira, 11 de março de 2013

Querida Ana,


Meu coração está aos pulos! Acabei de acordar, sonhei com nós. Descobri que ainda tenho esperanças, Ana, que ainda te desejo e te amo como jamais pensei amar. Quantas vezes essa esperança vai esperar minha falta de coragem? Meu coração está no escuro, palpitando, te chamando mansinho. Você está escutando, querida? Diz que está, diz que não sou só eu que te sinto vez ou outra. Diz que teu coração bate na mesma frequência do meu. Pudera você, Ana, ler todas essas cartas que te escrevo, saber do que ainda sinto. Mas não, sou covarde ao ponto de escondê-las numa caixa e ler, e reler, e ler de novo em dias como esse, em que sua presença se faz necessária. Ah, minha boneca, será que é loucura? Me diz que teu arranha-céu é só pra se defender do meu estrago, me leva Anamorada, me ensina a não andar com os pés no chão, mas voar ao teu encontro.

Uma carta para Ana Stuart

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