sexta-feira, 8 de março de 2013

Querida Ana,


Lembra-se de quando eu te perguntei onde iríamos casar? Você respondeu “pra mim tanto faz, basta estar com você” e eu disse que iríamos casar num barco em alto mar, só nós dois. Isso podia até ser romântico na época, não nego. Olha que clichê, estou sentado na beira da praia e ao longe to vendo um barco, sabe, como imaginamos. E eu pensei em você, como seria se você ainda estivesse aqui, Ana? Será que ainda seríamos tão felizes? Como eu sinto sua falta, Anamorada, do seu sorriso doce e do olhar protetor. Até das suas birras e ciúmes que passavam em alguns minutos. Se eu pudesse eu tocaria em meu destino, pra me levar até você de novo, porque era pra ter sido assim. Mas sou o garoto cheio de manias e indagações, na verdade, sou ainda um garoto e você essa mulher, Ana. Essa mulher que fez com que eu me apaixonasse e não soubesse mais me desgarrar do teu calor. E hoje sinto frio, meu amor, vem me esquentar, só você sabe como fazer isso.

Uma carta para Ana Stuart

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