sábado, 9 de março de 2013

Querido Bob,

Vasculhando uma das minhas gavetas, há tempos fechadas, achei uma das nossas poucas fotos tiradas em minha casa. Estávamos no sofá, você sorrindo feito bobo e eu pulando atrás de você para tentar ao menos aparecer, e eu sorri. Sorri porque me lembrei de como aquilo era uma coisa boba e hoje faz uma falta inimaginável, sorri porque eu jamais pensei sentir tanto a sua falta, mas principalmente, sorri porque eu sei que foi real. E foi lindo, Bob. Mesmo com brigas diárias, mesmo com dramas, foi lindo. Você me fez sentir uma felicidade jamais sentida antes enquanto estava aqui, Bob, e uma dor dilacerante quando se foi. Ainda temos um quê de cumplicidade, ainda temos um quê de segredos, ainda temos um quê de amor. E um quê enorme, Bob, que não vai acabar.

 Uma carta para Bob Evans

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