terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Querido Bob,

Essa é a primeira carta que te escrevo depois de anos passados. Como eu gostaria de saber onde você está e como você está, como sua falta me faz falta. Juro que tinha tanta coisa em mente pra te contar, mas já amassei milhares de papéis por não saber o que escrever, estou nervosa, querido. Resolvi te escrever porque outro dia lembrei-me do teu sorriso, ou seja, ainda não te esqueci. Era tão bom ser o motivo dele, era tão lindo ver você sorrir ao acordar, que saudade, meu amor. Você nunca foi um homem de atitudes, Bob, mas eu gostava de você mesmo assim. Lembra que eu quem te pedi pra ficar comigo? Nunca soube se você era retraído demais ou se eu que queria muita coisa. Nossa relação era tão linda, querido. Lembro-me no dia que você estava saindo da minha casa, no meio da chuva e eu gritei "Bob, porque você não casa comigo?" e você respondeu, abrindo os braços "Ana, se você quiser eu até fico na rua contigo!" e eu sai correndo ao teu encontro, e nos beijamos na chuva. Você me rodava em seus braços como se eu fosse o maior presente da sua vida - suspirei ao lembrar. Você faz falta, querido, a verdade é essa.

Uma carta para Bob Evans

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